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Pro Dia Nascer Feliz, Uma Vida que Valha a Pena 


  A teoria dos direitos fundamentais não pode ser entendida apenas como ponto de partida para a construção teórica do Estado de direito, a democratização desses conhecimentos para o conjunto da sociedade, pode de fato potencializar a luta por reconhecimento do indivíduo frente a comunidade em que está inserido ao mesmo tempo em que transforma às condições de sua própria existência. Instrumento fundamental para que esse processo de democratização, ou conscientização dos direitos fundamentais é a escola, no entanto, o espaço em nosso país reservado ao desenvolvimento de práticas educacionais encontra-se inadequado para que sejam alcançados os objetivos mínimos de ensino e aprendizado, e muitas vezes contribuem para aumentar a exposição da juventude à situação de risco.

 

            O direito à educação segundo Carl Schmitt, assim como o direito ao trabalho, à assistência social, à saúde, se enquadra no que o pesquisador chamou de "direitos do indivíduo à prestação do Estado" além de ser um direito fundamental garantido pela constituição de 1988, porém, no documentário "Pro Dia Nascer Feliz" fica claro o paradoxo da educação brasileira, onde existe um verdadeiro abismo entre as condições de ensino oferecidas aos alunos de uma escola particular da cidade da São Paulo, e as condições oferecidas os alunos de escolas públicas espalhadas pelo Brasil. Na prática podemos afirmar que os alunos de escolas públicas não tem o direito fundamental a educação garantido devido às condições objetivas e subjetivas a que estão sujeitos, o que nos leva a crer que a  própria educação em nosso país está em crise. 

 Elemento fundamental para que se dê, mais que a simples transmissão, mas a construção do conhecimento, o professor é de suma importância para a formação da identidade do aluno. Porém atualmente, os profissionais da educação vem sofrendo um processo de contínua desvalorização. Erra quem entende que essa desvalorização se restringe aos baixíssimos salários que esses profissionais recebem, principalmente nas escolas públicas. Esse processo de desvalorização está em curso também nas escolas particulares onde a educação de fato já é entendida como mercadoria, o espaço educacional um "shopping" onde se presta um serviço, os alunos pequenos patrões, prontos a exigir reverencia e subserviência daqueles que consideram seus funcionários. Em contrapartida os próprios profissionais da educação, muitas vezes pouca importância atribuem a necessidade de continuar sua formação para que seus conhecimentos acompanhem minimamente a evolução das técnicas e métodos de ensino, ou pior, pouco se interessam pela construção coletiva de alternativas a verdadeira crise que se instalou na educação, daí se entende por que grande parte dos profissionais da educação não conseguem exercer sua autoridade diante das turmas de jovens inquietas e ansiosas por conhecimento relevante, que faça diferença em suas vidas, desperte e canalize as atenções e energias para grandes projetos individuais ou coletivos o que é próprio da juventude.

 

 A escola deve ser entendida como espaço altamente permeado pelas relações estabelecidas em seu entorno, bem como guarda em si o conteúdo social no qual está  inserida. Deste modo, é comum que nas escolas acabe por se reproduzir as relações estabelecidas no entorno, daí entende-se a por que episódios de violência física sejam tão frequentes e cada vez mais brutais nas escolas. Nesse sentido do ponto de vista educacional é preciso que pense uma alternativa para que a escola inverta e transforme esse movimento. Isto é, torna-se necessário que se fortaleça, os espaços educacionais, transformando as escolas em pequenos centros de referencia para toda comunidade onde está inserida, nesse sentido as escolas podem funcionar como centros de conscientização da noção de direitos e deveres dos cidadãos. 

 Por fim, através do excelente documentário de João Jardim, além de todas as esperanças e desesperos que a obra suscita no espectador, fica claro a falta de participação política dos estudantes, realidade que pode ser percebida na maioria das escolas do país onde dificilmente encontrar-se-a grêmios estudantis, organizados. Desta forma os estudantes enquanto grupo social muito bem definido, pois compartilham de muitas características em comum, assumem um estado de completa apatia diante da realidade. Ou seja, sem organização que fortaleça seu entendimento da realidade, unifique suas reivindicações, e amplie suas vozes nos momentos de tomadas das decisões, dificilmente haverá uma mudança substancial nas realidades ou mesmo correção falhas estruturais presentes tanto nas escolas públicas quanto nas escolas privadas, como a desvalorização dos professores, inadequação do ensino à realidade atual onde pro dia nascer feliz, é preciso mais do que acumular conhecimentos, é preciso saber utilizá-lo no sentido de radicalizar a democracia, democratizar os direitos fundamentais para todos. 



Escrito por alexandrepaschoalim às 22h19
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Pseudônimo

 "Você usa tanto uma mascara que, acaba esquecendo de quem você é."

Por ser militar de carreira e da ativa, alguns de meus amigos, ao saberem que mantenho um blog onde costumeiramente escrevo artigos sobre minhas inquietações recomendaram que eu adotasse um pseudônimo. Confesso que inicialmente gostei da idéia e tratei logo de tentar inventar um nome que estivesse ligado a sentimentos nobres motores de atos de resistência e ousadia. Assim pensando passei alguns momentos na hora do almoço, e na volta pra casa, mas após a janta, ao ligar o computador em uma pesquisa que não tinha relação alguma com o ultimo artigo que escrevi, me deparei com uma notícia antiga, mas chave para a questão do pseudônimo: Dizia: o Coronel da Reserva Carlos AlbertoBrilhante Ustra: Torturador, sequestrador e agora colunista da Folha”. Foi espantoso, mas em uma fração de segundos decidi por não adotar pseudônimo algum, afinal se um militar condenado por tortura seqüestro e assassinato em 09 de outubro de 2008 pelo Juiz Luiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, pode andar livremente pelo país, e além disso, pode escrever o que bem entende em um Jornal de Grande circulação como a Folha de São Paulo, por que eu não posso sequer manifestar publicamente meu pensamento? Assim aqui estou. Alexandre Paschoalim, pela comissão da verdade e pela punição aos crimes e criminosos da ditadura militar.



Escrito por alexandrepaschoalim às 23h47
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O Melhor do Mundo em Defesa do Brasil

A polêmica em torno do nome de Celso Amorim para o Ministério da Defesa existiu por dois motivos: desinformação e oportunismo. Neste sentido ao analisarmos seu primeiro pronunciamento após sua posse no ministério entendemos que, excluindo a desinformação dos cidadãos e o oportunismo dos setores que defendem a impunidade para os crimes e criminosos da ditadura militar, não existe empecilho para que Celso Amorim responda tão bem aos desafios que enfrentará na Defesa quanto respondeu na Chancelaria Brasileira.

Durante sua posse Amorim distinguiu com acerto nossa opção pelo pacifismo do equívoco de nos tornarmos desarmados e indefesos, ou seja, já demonstrou que sua intenção é de continuar os programas importantes como de Fortalecimento do Conselho de Defesa Sul-Americano, bem como o de reaparelhamento de nossas Forças Armadas. Desta forma, entende-se que a visão estratégia do novo ministro é o de fortalecer internamente nossa capacidade dissuasória através do equipamento adequado para a tropa, mas também de ampliar essa capacidade a nível externo, potencializando-a na medida em que estreitamos os laços com nossos principais aliados no Conselho de Defesa Sul-Americano.

Momento extremamente emblemático do discurso de posse do Ministro Amorim foi sua afirmação de que na Defesa, buscará o fortalecimento da indústria nacional e o avanço da tecnologia nas forças armadas, estreitando a colaboração com os ministérios do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia, o que a princípio é importante, mas cairia no vazio não fosse sua manifestação favorável a compra dos aviões franceses garantindo o repasse de tecnologia necessário para fomentar e contribuir para a ampliação do parque industrial militar brasileiro.

Desenvolvimento nacional, integração regional, soberania e autodeterminação, essas foram as diretrizes que Celso Amorim seguiu no Ministério das Relações Exteriores e que garantiram sua eleição como o melhor chanceler do mundo por revistas especializadas, essas, ao que tudo indica, serão suas metas no Ministério da Defesa, o resto é especulação dos mesmos que previram o fim do Governo Lula em 2006, o tsunami da crise financeira de 2008/2009, e agora querem supervalorizar a visão e a capacidade de ação de militares da reserva que de maneira alguma expressam os valores e aspirações dos patriotas que hoje integram a força de Paz do Brasil no Haiti ou a Força de Pacificação no morro do Alemão, esses sabem muito bem, e estão mais que atentos e vigilantes aos inimigos dos povos em luta pela paz, pela terra, e por trabalho no Brasil e no Mundo.

 



Escrito por alexandrepaschoalim às 17h58
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"Visitar um blog e sair sem comentar, é como visitar uma pessoa e ir embora sem se despedir!"

http://bakalarczyk.blogspot.com/



Escrito por alexandrepaschoalim às 00h29
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BENDITO SEGUNDO TURNO

 

Ufa! Após uma verdadeira batalha democrática, finalmente podemos comemorar, e graças a sabedoria dos brasileiros hoje podemos nos tranqüilizar, nossas estatais não serão caros presentes para o capital estrangeiro, haverá continuidade no processo de fortalecimento de nosso Estado Nacional independente e soberano, o crescimento econômico continuará caminhando junto com o desenvolvimento social e político de nosso povo, a imprensa e os jornalistas continuarão a atacar diariamente o governo federal, o que só acontece porque quem está no governo é esquerda, caso contrário teríamos a reprodução, em grande escala, do que acontece em São Paulo, onde a imprensa tradicional silencia diante de escandalosos esquemas dos tucanos com empreiteiras.

                Durante o processo eleitoral pouco dormíamos, comíamos com pressa, acordávamos mais cedo para responder mensagens escabrosas, nascidas nos esgotos da política nacional, inventadas por aqueles que não tinham propostas, nem projeto, nem discurso, não faziam comícios, e em caminhadas, recebendo bolinhas de papel, após suspeitos telefonemas, faziam cara de feridos de guerra, iam parar no hospital, voltavam à cena no noticiário editado pela Globo, desmentido pelo SBT, e pela Record, um verdadeiro vexame, ironizado internacionalmente, imaginem um homem fingido assim representando o Brasil?

Durante todo processo eleitoral, mas principalmente entre o dia 3 e o dia 31 de outubro, ficávamos com a garganta seca de tanto debater com os leitores da Folha e do Estadão.  Foi difícil, mas conseguimos dizer para muita gente que Maria Rital Kel foi demitida do Estadão por não fazer campanha pró-Serra, e que Heródoto Barbeiro foi escorraçando da TV Cultura uma semana depois de apertar o Serra durante o programa Roda Viva, a batalha foi dura, mas conseguimos explicar para muitas pessoas que a verdadeira ameaça a liberdade de imprensa no Brasil não é o PT, e sim as forças do atraso que se articularam em torno da candidatura da direita.

                Mas apesar de todo este esforço, todo cansaço bendizemos o segundo turno, afinal, como se diz na caserna “é no fogo mais forte que se prova o aço bom”, assim Dilma, bem como toda a nação mais uma vez foram testadas, Dilma provou ter capacidade para dar continuidade ao projeto de Brasil iniciado por Lula e que 80% dos brasileiros considera bom e ótimo, a nação provou ter maturidade suficiente para reconhecer quem de fato trouxe consigo, propostas objetivas e projetos verdadeiros, mas também, e principalmente, serenidade, firmeza e sinceridade. Parabéns Dilma, parabéns toda Nação brasileira, em primeiro de novembro iniciamos uma nova etapa em nossa história.



Escrito por alexandrepaschoalim às 12h27
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POR QUE VOTAR NA DILMA?

 

Agora que faltam poucas horas para a decisão mais importante da Nação Brasileira para os próximos quatro anos me chega por e-mail a pergunta da uma ex-aluna que votou em Marina no primeiro turno e que agora se inclina para candidatura de Dilma, mais pelas limitações do candidato de FHC do que pelas qualidades reconhecidas na candidata do presidente Lula.

Neste momento, pensando no desafio que é, seguindo a orientação do próprio presidente Lula, disputar e não desistir de nenhum voto, tendo sempre em mente que eleição se ganha é na urna, e não em pesquisas, reafirmamos a opção e o caminho que tentamos trilhar durante todo o processo eleitoral, ou seja, apontar através de números as diferenças entre Dilma e Serra. Porém a experiência das eleições 2010 provou que números apenas não bastam. Afinal se estas eleições se tratassem apenas de números o eleitor já teria decidido em 3 de outubro pela continuidade do governo vitorioso de Lula que hoje atinge mais de 80% de popularidade. Assim bastaria mostrar, lembrando dos debates na TV, o quanto Dilma está preparada para a tarefa de continuar o governo Lula, afinal ao assistirmos Dilma na TV temos a nítida impressão que ela sabe muito mais dos projetos que estão em curso do que o próprio presidente, demonstrando com números e nomes, diversas obras projetos, etc.

Nestas eleições, não basta apenas demonstrar que a candidatura oposicionista representa o retrocesso para a nação brasileira, é preciso entender que a consciência dos eleitores se tornou, durante oito anos, o objetivo principal de uma guerra sem tréguas, na qual os barões da mídia se lançaram, com vistas a retomada do poder central do pais em 2010. Neste sentido o processo eleitoral é a ultima batalha desta etapa histórica pela qual passa o Brasil.

Como exemplo desta guerra pela consciência dos eleitores, citamos a área das relações exteriores onde o Brasil, há tempos, deixou a condição subalterna, para uma posição autônoma, independente, conseguindo acordos internacionais, políticos e comerciais de grande importância. Mas como a grande impressa tratou o assunto? Com despeito, e até com deboche, devem estar com saudades do tempo em que nosso ministro das relações exteriores tirava os sapatos para entrar nos Estados Unidos. Devem estar com saudade do tempo em que missões do FMI viviam visitando o Brasil para ditar como deveria ser nossa economia, como deveríamos gastar nosso dinheiro.

Sobre a questão da democracia no Brasil, que para Marilena Chaui, não é apenas o regime formal da lei e da ordem, mas o que a caracteriza, e a faz diferente de todos os regimes políticos, é a criação, a ampliação, consolidação de direitos, e foi justamente no governo Lula que mais se garantiu direitos, o acesso a cidadania e aos direitos de milhões de brasileiros que estavam excluídos.  Mas como a grande imprensa tratou esta questão? Bolsa família é para formar vagabundos, as conferencias nacionais que mobilizaram quase cinco milhões de pessoas em todo o país para discutir o futuro? É para censurar a imprensa. Ou seja, quando o população consegue garantir mesmo durante a crise de 2009 (a pior desde a crise de 1929), o repasse de recursos para a alimentação dos mais pobres, e quando finalmente o movimento social encontra respaldo para fazer valer suas demandas, como os barões da mídia reagem? Com campanha difamatória, apontam para o caminho da criminalização dos movimentos sociais, e acirram os ataques ao governo Lula.

Todas estas questões, entretanto, por si só, ainda não respondem a pergunta inicial, “por que votar em Dilma?” Mas depois de tudo que disse acho conveniente responder a pergunta com outra pergunta: por que não votar em Dilma? Por que os 80% de “Bom e Ótimo” obtido por Lula não se converteu em votos para Dilma? Volto ao texto e encontro a resposta, a imagem criada em torno de Dilma, uma mulher que na década de 70 era, como disse o Jurista Bandeira de Melo, “uma jovenzinha de 19 anos”, que arriscou sua liberdade, e a própria vida, enfrentado um regime autoritário e sanguinário. Essa mulher tem um passado altaneiro, e patriótico, que certamente é antagônico ao passado de Serra que abandonou a presidência da UNE, quando a entidade mais precisava de seu presidente. Serra fugiu, Dilma lutou. Durante os anos que Dilma esteve a frente do ministério das Minas e Energia foi criado o “ Programa Luz Pra Todos”, quando Serra esteve a frente do Planejamento tivemos o “Apagão”, Dilma iluminou, Serra escureceu. Ainda no ministério do planejamento Serra vendeu a Vale do Rio Doce, bateu o martelo vendendo a Lith, Dilma a frente da casa civil fortaleceu a Petrobras, que pesquisou e descobriu o PrÉ-Sal, mudou o marco regulatório para que o petróleo continuasse sendo brasileiro. Serra vendeu, Dilma fortaleceu o patrimônio nacional.



"Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta... Não participei de ação armada e sequer fui julgada por isso".

Amanhã quando votarmos 13 não estaremos derrotando apenas o ex-presidente da UNE, que abandonou o mandato, o ex-prefeito de São Paulo que abandonou a prefeitura, o ex-governador que abandonou o governo do Estado, aquele que abandonou a população do Jardim Pantanal debaixo de água de esgoto por quatro meses e agora vem falar em mutirão da saúde, aquele que aumentou o ICMS prevendo um tsunami para a crise de 2009, enquanto o governo federal cortava o IPI, amanhã derrotaremos todo o aparato midiático que se colocou a sua disposição durante toda a campanha, acobertando os escandalosos esquemas de corrupção montados no do Rodoanel e do Metro de São Paulo, e tentou transformando em simples sombra do presidente Lula uma guerreira do povo brasileiro, uma mulher capaz, e que como bem definiu Chico Buarque "não tem medo de nada", nem dos barões da mídia. Dia 31, pelo Brasil, e pelos Brasileiros é Dilma.



Escrito por alexandrepaschoalim às 20h50
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O ROBERTO JEFERSON DE SERRA.

Uma pergunta paira sobre a campanha do segundo turno 2010: por que Serra defende Paulo Vieira de Souza? Simples, porque se não o defender o ex-engenheiro da DERSA põe a boca no mundo, Serra não disse nada a respeito da filha do homem bomba do PSDB, nomeada para cargo de confiança no Palácio dos Bandeirantes. Desconfia-se que os quatro milhões levados por Paulo Vieira, homem de confiança do senador Aluísio Nunes, tenha sido apenas a ponta do icebergue, tanto é que, quando Dilma tocou no assunto, o senador eleito saiu de fininho do debate da Rede Bandeirantes de Televisão.

Esse tipo de estratégia, defender os aliados acusados de corrupção, foi muito comum nos tempos de FHC/SERRA, ou alguém se esqueceu do ilustre Procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro, apelidado de ENGAVETADOR Geral da República, pois todas as vezes que alguma denúncia chegava em suas mãos o danado enfiava na gaveta, e como providência mandava afastar o delegado da polícia federal responsável pelo caso.

Paulo Vieira é o Roberto Jeferson do SERRA, uma verdadeira bomba colocada no colo dos tucanos às vésperas das eleições, com uma diferença do Presidente do PTB, chefe do esquema dos Correios, que agora apóia Serra: Roberto Jeferson não teve proteção, a polícia federal agiu, já Paulo Vieira é protegido DESDE MAIO PELO PRESIDENCIÁVEL SERRA para não dar com a língua nos dentes.

Mas toda essa história lamentável, ao menos serve para que mais uma vez comparemos os governos Lula e FHC.



Escrito por alexandrepaschoalim às 22h22
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Muito obrigado, parabéns e vamos em frente.

 

Durante todo o período que antecedeu as eleições de 03 de outubro tentei expressar da melhor maneira possível minhas impressões sobre a disputa que estava (e ainda está) em curso. Divulguei, através de vocês, notícias, informativos, e até desabafos. Agradeço a atenção dos que leram minhas mensagens, o carinho dos que as responderam, e principalmente a paciência dos que debateram as idéias apresentadas.   

 

Acredito que a política, independentemente de partidos, candidatos ou disputas eleitorais, é uma importante dimensão da vida humana, e que ajuda nos diferenciar em nossa jornada planetária. Por mais que ela se apresente encardida por atitudes de oportunistas, e por palavrórios dos que a querem transformar numa simples disputa pelo poder, a política origína-se do próprio surgimento da civilização. Por isso carrega um sentido nobre e valoroso.

Parabens à todos por terem se dedicado ao esforço da compreenção de nossa realidade política, vamos em seguir em frente debatendo nossos pontos de vista, vamos aproveitar este momento de PLENA DEMOCRACIA TÃO RARO EM NOSSO PAÍS.



Escrito por alexandrepaschoalim às 23h26
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Osasco-SP, 7 de setembro de 2010.

VIVA O 7 DE SETEMBRO


Que melhor dia poderíamos escolher para lembrar de nosso "ilustre" acadêmico ex-presidente.
à esta hora, 15:30, deve estar passeando pelas ruas de alguma cidade Européia, e pensando: "como é bom poder vir prá cá e esquecer que o Lula existe. E, lembrei de novo. Que chato."
Coitado

rssrsrsrsr 

FHC chamou a parada de 7 de setembro de "palhaçada"

O ex-presidente FHC, o mestre dos mestres de José Serra (PSDB), se mandou para a Alemanha e, em entrevista à revista Piauí, em 2007, disse que o sete de setembro "é uma palhaçada".

Saiba mais')" href="javascript:void(0);">
Artigo extraído do site: Os Amigos do Presidente Lula.
Não esperava nada diferente deste senhor, afinal para ele palavras como independência, soberania nacional, nada significam.
Se fosse o "dia da queda da bastilha, ou quatro de julho, aí sim, a pessoa vibra.
Saiba mais')" href="javascript:void(0);">http://apaschoalim.zip.net/ 


Escrito por alexandrepaschoalim às 15h53
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E POR QUÊ NÃO ZILDA ARNS?

O Brasil está no Haiti, e desconheço brasileiro que não tenha se emocionado ao assistir a tragédia que se abateu sobre o mais pobre e sofrido país caribenho no dia 12 de janeiro de 2010. Justamente na semana em que, no Brasil, vem a público o Plano Nacional de Direitos Humanos, um terremoto ceifa a vida de dezenas de milhares de seres humanos naquele país, entre eles 14 militares brasileiros integrantes da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), e a fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, símbolo da luta pelos direitos humanos em nosso país.

Enquanto no Brasil no dia 11 de janeiro de 2010, a alta cúpula do ministério da defesa e dos setores que apoiaram o golpe militar de 1964 anunciava sua insatisfação com o Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH-3), Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos defendia a necessidade da instalação da Comissão Nacional da Verdade (uma recomendação da Conferência de Viena em 1983) que buscaria ser um instrumento para reparação das vítimas dos anos de repressão política, censura à imprensa, tortura, prisões arbitrárias, ocultação de cadáveres, banimentos, na busca da verdade e resgate da memória. No Haiti, ainda no dia 11 de janeiro brasileiros, em sintonia com o presente, como o jovem soldado Kleber Da Silva Santos e Zilda Arns, lutavam pelo mesmo objetivo: garantir a Paz naquele país.

Aparentemente lados opostos que lutavam por um objetivo comum, no entanto não existia oposição alguma entre militares brasileiros dos dias de hoje e os militantes dos Direitos Humanos, como Zilda Arns. Ambos atuam dentro da legalidade, ambos defendem a democracia e os direitos individuais, não torturam opositores, não condenam sem julgamento, não ocultam cadáveres. E tem muita clareza de que quem adota estas práticas deve ser punido.

Esperamos que ações como a MINUSTAH, e trabalhos como o desenvolvido por Zilda Arns continuem, agora mais do que nunca, se intensifiquem, e que a verdade e a justiça prevaleça. Não existe militar brasileiro que não se orgulhe dos heróis que tombaram no Haiti, porém nada temos a ver com golpistas de 1964, os torturadores que debaixo do golpe se esconderam, e suas práticas execráveis. Que a “Ordem do Dia” em 31 de março próximo não faça apologia aos golpistas, que se comemore sim e se lembrem de heróis como:

- Coronel EMILIO CARLOS TORRES DOS SANTOS,

- 1º Tenente BRUNO RIBEIRO MÁRIO;
- Subtenente RANIEL BATISTA DE CAMARGOS,

- 2º Sargento DAVI RAMOS DE LIMA;
- 2º Sargento LEONARDO DE CASTRO CARVALHO;
- 3º Sargento RODRIGO DE SOUZA LIMA;
- Cabo DOUGLAS PEDROTTI NECKEL;
- Cabo WASHINGTON LUIS DE SOUZA SERAPHIN
- Cabo ARÍ DIRCEU FERNANDES JÚNIOR

- Soldado TIAGO ANAYA DETIMERMANI;
- Soldado ANTONIO JOSÉ ANACLETO;
- Soldado FELIPE GONÇALVES JULIO; e
- Soldado RODRIGO AUGUSTO DA SILVA,
- Soldado KLEBER DA SILVA SANTOS;

E por quê não ZILDA ARNS?

 

 

 



Escrito por alexandrepaschoalim às 23h06
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Juiz de Fora 06 de janeiro de 2010

ATÉ ERASMO DIAS TEM DIREITO A SEPULTAMENTO

Morreu ontem Erasmo Dias que em setembro de 1977, então Secretario de Segurança de São Paulo, ficou conhecido, por comandar a operação que prendeu mais de mil estudantes na PUC durante congresso de refundação da União Nacional dos Estudantes (UNE) e também por seu descaramento diante das câmeras de TV dizendo que “prendia e arrebentava” enquanto seus asseclas nos corredores da PUC, executavam seu desejo prendendo e arrebentando estudantes. Mas nesse momento, o famigerado secretário que já deve estar acertando suas contas com sabe-se lá quem.

Teve o direito de ser sepultado com dignidade por seus familiares, o senhor Erasmo Dias, triste é saber que os familiares de militantes contra a ditadura militar não terão a oportunidade de dar a seus mortos um enterro digno, pois até hoje não temos o direito a verdade, os arquivos da ditadura militar permanecem intocáveis pela sociedade civil, e os corpos dos torturados e mortos continuam insepultos.

Mas o que de fato se impõe a todos os brasileiros é um ajuste de contas com seu passado recente, é fundamental que neste momento em que um golpe de Estado se consolida em Honduras, e outro golpe nos mesmos moldes se anuncia no visinho Paraguai, o Brasil como liderança latino Americana e mundial mostre a que veio, e que de maneira nenhuma compactuará com golpistas, com seus apoiadores, e seus lacaios assassinos e torturadores. Nosso país respeita leis internacionais e a vontade da população, não aceita governos golpistas, não aceita imposições do império, abomina a instalação de bases militares Norte Americanas na Colômbia ou em qualquer outro protetorado moderno, e vai punir aqueles que se utilizaram do aparato de Estado para torturar e matar opositores políticos.

Quanto a punir os heróicos guerrilheiros, combatentes contra o autoritarismo que se impôs em 1964, esta proposta não merece sequer consideração, pois é como se quiséssemos hoje punir os combates da resistência francesa por resistirem em armados aos nazistas. Quem resolveu rasgar a constituição não foram os guerrilheiros, quem roubou os quartéis de todo o Brasil e colocou as suas armas apontadas contra o povo é que responda por seus crimes, não esquecendo nunca que é direito de todo ser humano resistir a tirania, e se em 1964 não existia um regime tirano preciso voltar à escola, pois não foi isso que meus excelentes professores ensinaram-me, nem no João XXIII, nem no Colégio Técnico Universitário, nem no Pré Universitário, no CAVE,  nem na UFJF, nem USP. Só nas forças armadas e na Folha de São Paulo, é que se repete a ladainha do Golpe preventivo, e o cinismo da “ditabranda”.

Quem não é cínico, nem bitolado sabe que no Brasil houve uma descarada DITADURA MILITAR, QUE PRENDEU OPOSITORES, TORTUROU, MATOU, SEM JULGAMENTO.

Cadeia para os torturadores, estupradores, assassinos e ocultadores de cadáveres!!! 



Escrito por alexandrepaschoalim às 23h05
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O Indivíduo Frente à Ética Nacional

(Redação apresentada em 06 de dezembro, 2º dia do ENEM/2009)

           

            Seria um engano acreditarmos que os escândalos de corrupção, diariamente mostrados nos noticiários, são exclusividade da vida política nacional. Vivemos, pelo contrário, uma crise de valores que atinge toda a humanidade, e não apenas os indivíduos retratados pelos veículos de comunicação.

            A busca frenética pelo ganho individual, aliada à ausência de espaços ou infra-estrutura urbana adequada à vivencia coletiva, aos poucos vêm  reduzindo os seres humanos a simples consumidores de produtos. As residências, atualmente, não são espaços da vivencia em família, mas sim pequenos depósitos de produtos.

            Neste contexto alguns indivíduos, reduzidos a consumidores de produtos, notícias, idéias e atitudes, tendem a reproduzir cotidianamente as práticas consagradas pela elite dominante e corrupta. Obviamente, aos cidadãos comuns, não se oferece malas carregadas de dólares, no entanto não é raro que se beneficiem, através de infrações de transito, consumo de produtos ilegais, pequenos subornos à agentes públicos, entre outras práticas que fogem do conceito de ética.

            Neste sentido é urgente a necessidade de se resgatar a educação como valor fundamental da humanidade. É preciso que cada indivíduo e cada setor da sociedade se envolvam num grandioso movimento pela valorização da educação. Assim, passarão a entender a tarefa de educar como missão não apenas das escolas, das famílias, das comunidades, mas de todos sem exceção, com objetivo de formar novos indivíduos para uma nova sociedade baseada em princípios e valores sólidos como a família, a amizade, a solidariedade, a coletividade e não apenas o consumo e o acúmulo infinito de coisas. 

 



Escrito por alexandrepaschoalim às 19h26
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Reforma Urbana

Sexta-feira dia 02 de outubro de 2009 soube, por meio de uma faixa estendida no centro de Barueri-SP, que no dia seguinte haveria uma aula da Professora Doutora em Arquitetura e Urbanismo da USP Raquel Rolnik, sobre Reforma Urbana, como Geógrafo, me interessei em participar do evento que aconteceu na Câmara Municipal da cidade, e no sábado, logo cedo, lá estava eu, papel caneta e disposição para participar da palestra. Como o evento fazia parte do programa de formação política do Partido Socialista Brasileiro, ali também estavam alguns conhecidos políticos militantes e simpatizantes do PSB que lotaram o auditório da Câmara e, como eu, antes do início da palestra, admiravam a imponência das instalações daquela casa.

            Após uma rápida referência ao extenso currículo da professora, a mesma deu início à palestra advertindo sobre a contradição entre complexidade do tema e o pouco tempo disponível para sua fala, o que, foi bem solucionado pela capacidade de síntese da palestrante e o grande acúmulo que adquiriu ao longo de anos de pesquisa acadêmica e ação prática em governos de esquerda dos quais participou. Partindo da questão do desenvolvimento urbano da Região Metropolitana de São Paulo, apontou três eixos de análise que sustentariam sua conclusão no sentido da necessidade de uma ruptura com o atual modelo estruturação das cidades. O primeiro diz respeito à mobilidade urbana, o segundo a problemática ambiental e o terceiro e não menos importante a questão da moradia adequada que vai além do simples alinhamento de quatro paredes sobre um teto, ou seja, entendendo moradia adequada como aquela que proporciona acesso a serviços básicos como fornecimento de água, esgoto e luz, coleta de lixo, relativa proximidade a postos de saúde escolas, transporte e trabalho. Assim moradia enquanto localização e inserção num bairro com infra-estrutura mínima, para viver e não apenas a sobreviver.

            Aparentemente reivindicar tantos benefícios para a moradia dos trabalhadores soa como absurdo para muitos representantes da classe média e dos novos ricos, uma vez essas classes conseguiram habitar lugares com boa infra-estrutura e localização, por meio da renda que seus trabalhos lhes garantiram. Entretanto Raquel Rolnik lembrou que nas décadas de 60 e 70 as grandes cidades forneceram à indústria automobilística, gigantescos terrenos, com excelente localização e infra-estrutura adequada. Porém os trabalhadores, que geravam riqueza para o Estado e para as empresas, foram abandonados a própria sorte tendo que construir precárias habitações nas distantes periferias onde o valor dos terrenos era compatível com seus baixos salários, ou, na falta destes, buscavam alternativas em movimentos que reivindicavam o local para moradia através de ocupações, depois de conquistado o local, lutava-se pelo fornecimento de água, esgoto, e os demais elementos que compõe nosso conceito de moradia adequada.

Assim, como se referiu a professora, “a conta gotas”, criou-se infra-estrutura para as classes trabalhadoras e construiu-se o espaço urbano das grandes metrópoles. Como subproduto deste processo, temos o fortalecimento da prática do “toma lá – dá cá” por parte de políticos clientelistas vinculados as comunidades carentes principalmente de consciência de classe. Além do crescimento da especulação imobiliária, verdadeira praga urbana de nossos tempos.

            Este modelo de desenvolvimento urbano que privilegiou a localização das fábricas em detrimento dos trabalhadores e fez proliferar as ratazanas do mercado imobiliário, também determinou a adoção de um tipo de transporte público ineficiente, precário, e extremamente caro a onerar desgastar e revoltar as massas urbanas que dele dependem. Raquel Rolnik destacou que os empreendimentos imobiliários que se instalavam ao longo das radiais, hoje seguem o curso da construção do Rodoanel, obra concebida justamente para atender as reivindicações e interesses do mercado imobiliário. Outro aspecto importante relativo ao transporte urbano é o caso do Metrô que nesta ultima semana do mês de setembro começou a mostrar seus limites, empregando seus trabalhadores na organização da entrada dos usuários nas plataformas, pois o sistema já não suporta tanto movimento. Exemplo claro do que os economistas denominam gargalo infra-estrutural, ou seja, as indústrias não podem aumentar a produção, pois não haverá vagas nos trens e nos ônibus para que os trabalhadores cheguem ao local de trabalho.

            Porém, ao contrário do que imaginava, a professora não apontou a expansão das linhas como solução para o transporte público, denunciou sim o absurdo deslocamento diário de sete milhões de pessoas da Zona Leste da cidade até a Zona Sudoeste onde se concentra a riqueza a renda e a maior parte das oportunidades de trabalho da Região Metropolitana de São Paulo. Por aqui na Zona Oeste também temos as nossas mazelas, exemplo é o da cidade de Barueri que não reservou espaço para os trabalhadores, aqui somente as empresas foram lembradas. Aos trabalhadores foram reservadas viagens demoradas, em ônibus e trens lotados, caros, e imundos para Osasco, Itapevi, Carapicuíba, Jandira, etc. A professora apontou como fundamental a ruptura com o processo que criou essa lógica de construção do espaço urbano, e que esta ruptura vai além da simples elaboração de legislação que garanta o repasse de verbas para projetos urbanos completos, e não de acordo com critérios simplesmente político-eleitoreiros, ou seja, é necessário vincular o repasse de verbas para os projetos mediante a participação direta dos habitantes através de mecanismos como o Orçamento Participativo, a existência de Planos Diretores e Estudos de Impacto Ambiental. Além é claro do combate sem trégua da às ratazanas da especulação da imobiliária, aliadas a políticos clientelistas, pragas urbanas de nossos tempos a disseminar a doença da exclusão sócio-espacial.



Escrito por alexandrepaschoalim às 19h24
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Esta resenha é resultado de uma proposta de atividade do Curso Aperfeiçoamento de Sargentos do Exercito - 2º Turno/2009

Título: O VELHO E O MAR

por Alexandre Paschoalim

O velho Santiago, experiente e empobrecido pescador residente na cidade de Havana, na pequenina ilha de Cuba, após passar mais de 80 dias sem pescar nenhum peixe, sai para o mar aberto com objetivo de provar que ainda é capaz de exercer sua profissão com o vigor de sempre. Porém a pescaria acaba por transformando-se em uma verdadeira batalha onde o homem é posto a prova. Durante a aventura, afloram as limitações impostas por sua idade avançada, mas também a tenacidade de um velho guerreiro dos mares, capaz de enfrentar com coragem e fé os desafios da fome, da sede, do sol escaldante, das incertezas quanto ao futuro e da solidão.

Depois de diversos dias em seu barco a vela, muito distante da costa consegue finalmente fisgar peixe enorme, mas antes de amarrá-lo na lateral de seu pequeno barco, pois não caberia dentro da embarcação, o incansável Santiago, tem que vencer sozinho uma luta sem trégua, contra a força e a resistência do peixe, a cegueira devido a luz intensa do sol, a dor de um ferimento na mão provocado pela tensão da linha que prendia o peixe a Santiago, a fome saciada por peixes voadores e golfinhos. Mesmo depois de amarrar o animal ao barco, ele ainda tem que afugentar tubarões que aos poucos devoram sua pesca. Ao chegar à praia com nada mais que esqueleto do peixe Santiago recupera a admiração dos demais pescadores, e confirma a fé em si mesmo.  

            A pobreza que envolve o velho pescador parece um elemento secundário da excelente narrativa de Ernest Hemingway, ou seja, uma simples característica do ambiente em que o personagem esta envolto, um tempero a condição miserável de Santiago. Porém ao analisarmos o tratamento que nossa sociedade individualista, consumista e ultra-hedonista, dispensa aos mais velhos e aos pobres como um todo, entendemos que “O Velho e o Mar” vai além do simples entretenimento literário. É sim uma critica profunda ao nosso próprio modo de vida, que abandona os idosos a própria sorte, e que constrói muito mais presídios que escolas. A leitura de “O Velho e o Mar” nos faz lembrar a necessidade de se educar cada vez mais a sociedade. Educar no sentido amplo da palavra, para o respeito aos mais velhos e aos mais fracos, aos que não tiveram a mesma sorte que nós. Não para o simples assistencialismo, mas para o verdadeiro sentido de solidariedade: “de cada um segundo sua capacidade e a cada um segundo sua necessidade”.

 



Escrito por alexandrepaschoalim às 11h38
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O Contraponto ao Beber Até Cair

Na internet já estão disponíveis algumas músicas do novo trabalho dos Racionais MC’s, e aparentemente será o melhor contraponto ao forró(zinho) deslumbrado com a possibilidade de “beber cair e levantar”, e ao funk(zinho) desprezível, hinário do lumpesinato carioca, que transforma as mulheres em cadelas. O novo disco “já é” retrato da evolução rítmica dos velhos Racionais MC’s, que neste trabalho mostraram-se mais uma vez questionadores da ordem, ácidos arautos da luta pela sobrevivência, e capazes compor odes as brasileiras elétricas, inteligentes, sedutoras, e lutadoras de todas as periferias brasileiras, por quem nos apaixonamos diariamente.

As idéias dos Racionais vão além das palavras e arrastam pelo exemplo, pois no DVD “Mil Trutas Mil Tretas” mergulharam na história da população negra de São Paulo resgatando a origem dos “bailes Black” da cidade, como síntese deste estudo apresentaram, na originalidade da música “Sou Função”, a realidade e os sonhos dos que se encantaram com o movimento negro dos anos 70, onde, embalados por James Browm “os pretos dançava todo mundo igual sem errar”, e mais, contra a situação de opressão da população periférica manifestam atitude proativa propondo o fortalecimento da mente, do corpo e da coletividade, se colocando a disposição dos que querem somar, evoluir, revolucionar.

Para tristeza da ANBEV, dos proprietários de bordeis e afins, que provavelmente devem ter firmado um contrato milionário com compositores que transformam o trabalhador em consumidor da pior espécie: aquele que não tem limite, bebe até cair, e se levanta para consumir mais álcool, ou dos miseráveis que espancam mulheres, o bom gosto dos Racionais MC’s veio para ficar, contra as pragas sonoras que assombram qualquer ser pensante combatendo o “beber até cair”, indo direto ao “levantar” propondo à todos um soerguimento geral e profundo.

Nós que vivemos na periferia sabemos que pior que a pouca infra-estrutura, são as péssimas condições da educação pública, pois é justamente esse ponto que se desdobra em muitos outros aspectos da vida dos moradores como o conformismo e a cultura do salve-se quem puder, desejamos que os Racionais MC’s continuem firmes com seu trabalho, pois, acreditamos que educação não se resume à presença dos jovens nas superlotadas salas de aula de Sampa, e que o processo educacional é composto pela família, a comunidade, e a sociedade como um todo, ou seja, muito nos alegra saber que os jovens das periferias ou do resto das cidades, poderão contar com as mensagens dos Racionais para o fortalecimento de sua auto-estima, valorização da cultura, do esporte, o respeito aos pais, ao estudo, aprendizado, a paz.

 Alexandre Paschoalim



Escrito por alexandrepaschoalim às 13h53
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